No CACD 2014, um candidato escreveu na composition:

“The history of the twentieth century is fraught with large scale conflicts, namely the two great wars that devastated the world […].”

O CESPE entendeu que esse uso de namely estava incorreto e descontou um ponto de accuracy. Mas por quê?

Namely

Namely é um adverb normalmente usado para fornecer informações mais precisas a respeito de algo que já foi mencionado. Veja alguns exemplos:

Three students were mentioned, namely John, Sarah and Sylvia.

There’s always one person stuck with cleaning up the mess, namely me.

We need to get more teachers into the classrooms where they’re most needed, namely in high poverty areas.

I learned an important lesson when I lost my job, namely that nothing is a hundred percent guaranteed.

Investing overseas also introduces an extra level of risk, namely that of currency risk.

Some groups, namely students and pensioners, will benefit from the new tax.

Most economists these days eschew moral philosophy — namely, the consideration of social justice.

Most of the funds have been spent on humanitarian causes — namely, on housing and support for the over 720,00 registered refugees who have flooded Turkish border cities.

The forces supporting Europe’s status quo, namely the euro-establishment spearheaded by the German government, found an opportunity in the Greek financial crisis to reaffirm their commitment to austerity as the main way to guarantee Europe’s continued economic competitiveness.

Assim, o entedimento do CESPE é que namely não deve ser usado para introduzir exemplos. De fato, no Merriam-Webster’s Online Dictionary, algumas das palavras que são listadas como related words de namely são particularly especially. Para introduzir exemplos, alguns phrases, verbs etc. podem ser usados, como for example, for instance, such as, illustrate, case in point (clique em cada um deles para entender os respectivos usos).

Cheers!

Fontes:

Cambridge Advanced Learner’s Dictionary

Foreign Affairs

Longman Dictionaries Online

Macmillan Dictionary

Merriam-Webster’s Online Dictionary

Oxford Dictionaries

Após a divulgação do gabarito preliminar do TPS 2015, interpus alguns recursos na categoria discordância do gabarito, os quais divulgo abaixo. Não houve deferimento em nenhum dos casos, mas divulgo o texto dos recursos porque acredito que possa ser de interesse – e também como justificativa de meus comentários sobre as questões.

Questão: 32

No item 3, não há indicações no texto de que seu autor esteja apresentando as ideias principais da maioria dos trabalhos acadêmicos mais recentes. Em textos acadêmicos, como é o caso do texto de Andrew F. Cooper, muitas vezes seus autores não apresentam as ideias principais da bibliografia à qual se referem, mas sim uma seleção de argumentos que lhes interesse para o desenvolvimento argumentativo de seus próprios textos. As técnicas de seleção de argumentos são variadas (Cf. KANE, Thomas S. The Oxford Essential Guide to Writing. Nova York: Berkley Books, 2000, pp. 23-28), e não há indicações no texto de qual técnica foi usada por Cooper. Assim, não é possível determinar, apenas com base no excerto do texto que consta da prova, se Cooper fez referências às ideias principais ou às ideias que mais lhe interessaram, e pode haver alguma diferença entre esses dois conjuntos de ideias.

Além disso, o argumento de Cooper não é “built on” essas ideias que ele apresenta no primeiro parágrafo. No item, a estrutura que está sendo usada é “build something on something else” – só que na voz passiva -, e, quando “build” tem um objeto direto, seu sentido é de “base something on an idea or thing”, como no exemplo “Our relationship is built on trust” (Cf. http://goo.gl/CVaMBN). O argumento de Cooper não tem como base as ideias citadas no primeiro parágrafo, o que fica claro logo no início do segundo parágrafo, quando ele emprega “yet” para introduzir uma oposição entre o seu argumento e as ideias citadas. Enquanto as ideias citadas tratam da complexidade e da abrangência da diplomacia, seus argumentos estão relacionados à centralização, à hierarquização e à dependência de líderes que, a seu ver, caracterizam a diplomacia. “Build on” pode ter o sentido de “use your achievements as a base for further development”, mas o “verb pattern” é diferente daquele que foi usado no item, já que “build”, nesse caso, não tem objeto direto (como em “The new plan will build on the success of the previous programme”).

No item 4, por sua vez, o autor apresenta, no quatro parágrafo do excerto que consta da prova, uma oposição entre “club diplomacy” e “network diplomacy”: na “club diplomacy”, as decisões são tomadas principalmente por líderes que são “insiders” da diplomacia, enquanto que, na “network diplomacy”, as decisões podem ser tomadas por “outsiders”, desde que eles tenham conhecimento técnico, credibilidade institucional e recursos para melhorar os resultados. Assim, esses dois tipos de diplomacia são não só diferentes, mas também incompatíveis, já que a “club diplomacy” enfatiza a organização vertical do corpo diplomático, enquanto que a “network diplomacy” vislumbra a possibilidade de que alguém que não seja parte do corpo diplomático seja um líder em processos de tomada de decisão. Além disso, ambos os tipos de diplomacia podem ser considerados formas de resolução de conflitos internacionais, já que essa é uma possível definição para “diplomacy”. Christer Jönsson afirma que a definição de diplomacia é “a bone of contention” e dá diversos exemplos de definições no capítulo “Diplomacy, bargaining and negotiating”, algumas das quais contemplam a resolução de conflitos internacionais (Cf. CARLSNAES, Walter et al. (org.). Handbook of International Relations. Londres: SAGE, 2006).

Questão: 33

No item 3, “principals”, palavra que consta do texto e que é citada no item, certamente está em contraposição a uma organização horizontal da diplomacia, já que sugere alguma hierarquização vertical, pois “principal” quer dizer “the main person in a business or organization, who can make important business decisions and is legally responsible for them” (Cf. http://goo.gl/o80RPl). Se “principal” é a pessoa de maior importância, isso quer dizer que há pessoas de importância menor em termos hierárquicos, o que se contrapõe de forma clara a uma organização horizontal.

Questão: 44

No item 2, “blaze a trail” quer dizer, de acordo com o Dicionário Porto de Inglês-Português, “abrir caminho; ser pioneiro; ser percussor”, mas “open a glowing and intense path as a result of her work” não é uma paráfrase fiel da expressão. Além disso, “glowing path” e “intense path” não são colocações frequentes na língua inglesa (não há qualquer ocorrência de “intense path” no Corpus of Contemporary American English e a única ocorrência de “glowing path” no mesmo “corpus” traz um sentido de “glowing” que não se aplica ao texto do item – “glowing” no sentido de “shining with a soft warm light”). Isso significa que falta idiomaticidade ao item, o que causa dificuldades para a compreensão do significado do item. Conforme proposto por Michael Lewis (The lexical approach: the state of ELT and a way forward. Londres: Language Teaching Publications, 1993), reconhecer colocações frequentes é essencial para compreender sentidos, já que um idioma não é “lexicalized grammar”, mas sim “grammaticalized lexis”, sendo que “collocation” é o maior componente de “grammaticalized lexis”.

Cheers!

Para quem ainda não teve a oportunidade de ver a prova de inglês da terceira fase deste ano, seguem os textos das tarefas abaixo.

Translation Part A

It was once the custom for British ambassadors to write a valedictory dispatch at the end of their posting. In contrast to the utilitarian style of daily diplomatic reporting, ambassadors were expected to spread their wings with candid comment on the country they were leaving, larded, where the wit was willing, with humorously pungent observations on the character of the locals. The best were distributed throughout the diplomatic service for the enlightenment and amusement of its ranks.

These were usually pretty sensitive and might be construed as a slight abroad were their contents divulged beyond the Ministry’s portals. Some missives were deemed so delicate that their circulation was restricted for fear of leaks. Bidding farewell Sir Ivor Roberts dared ask: “Can it be that in wading through the plethora of business plans, capability reviews, skills audits… we have forgotten what diplomacy is all about?”

Whether written with quill, typewriter or tablet, a key requirement has even been the ability to render incisive judgement, with style and wit.

Christopher Meyer. How to step down as an ambassador – with style. The Daily Telegraph. August 7th 2015.

Translation Part B

A empreitada de implantação da cultura europeia em extensor território, dotado de condições naturais, se não adversas, francamente antagônicas à sua cultura milenar, é, nas origens da sociedade brasileira, o fato dominante e mais rico em consequências. Trazendo de países distantes nossas formas de convívio, nossas instituições, nossas ideias, e timbrando em manter tudo isso em ambiente muitas vezes refratário e hostil, somos ainda hoje uns desterrados em nossa terra. Podemos enriquecer nossa humanidade de aspectos novos e imprevistos, aperfeiçoar o tipo de civilização que representamos, mas todo o fruto de nosso trabalho ou de nossa preguiça parece participar de um sistema de evolução próprio de outro clima e outra paisagem.

É significativo termos recebido a herança proveniente de uma nação ibérica. Espanha e Portugal eram territórios-ponte pelos quais a Europa se comunicava com os outros mundos. Constituíam uma zona fronteiriça, de transição, menos carregada desse europeísmo que, não obstante, retinha como um patrimônio imprescindível.

Sergio Buarque de Holanda. Raízes do Brasil. 3ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1956, p. 15-16.

Summary

The times in which we live are epoch-making. Literally. Such is the scale of the changes humans have wrought of late that our world has been altered beyond anything experienced hitherto. Our planet is now crossing a geopolitical boundary, and we are the change-makers.

Millions of years from now, a stripe in the accumulated layers of rock on Earth’s surface will reveal our human fingerprint, just as we can discern evidence of dinosaurs in rocks of the Jurassic, the explosion of life that marks the Cambrian or the glacial retreat scars of the Holocene. Our imprint will be revealed by species going extinct by the score, sharp changes in the oceans’ chemistry, depletion of forests and encroachment of deserts, shrinking of glaciers and the sinking of islands. Geologists of the far future will detect in fossil records a diminishing array of wild animals offset by an upsurge of domesticates, the baleful effects of detritus such as aluminium drink cans and plastic carrier bags, and the noxious smudge of mining projects laying waste the oil sands of north-western Canada, revolving 30 billion tonnes of earth each year – twice the amount of sediment discharged from all the rivers in the world.

In acknowledgement that humanity has become a geophysical force on a par with the earth-shattering asteroids and planet-cloaking volcanoes that defined past eras, geologists are dubbing this new epoch the Anthropocene. Earth now ranks as a human planet. We determine whether a forest stands of is razed, whether species survive or become extinct, how and whither a river flows, the temperature of the atmosphere, even. We have become the most manifold big animal on Earth, followed by those we breed to feed and serve us. Nearly half the planet’s land surface is now used to grow our food, and we control three-quarters of the world’s fresh water. Prodigious times, indeed. In the tropics, coral reefs dwindle, ice melts apace at the poles while the oceans are emptying of fish at our doing. Entire islands are submerging under rising seas, just as naked new land emerges in the Arctic.

It has become the business of science journalists to take special note of reports on how the biosphere is changing, and research is hardly in short supply. Study after study plot changes in butterfly migrations, glacier melt areas, ocean nitrogen levels, wildfire frequency… all linked by a common theme: the impact of humans. Scientists have described the multifarious ways humans are affecting the natural world. Climate scientists tracking global warming have forewarned of deadly droughts, heatwaves and gathering sea-level rise. Conservation biologists have envisaged biodiversity collapse to the point of mass extinction; marine biologists deplore “of plastic garbage” roaming the seas; space scientists debate the destiny of all the junk up there menacing our satellites; ecologists denounce deforestation of the last intact rainforests; agro-economists raise the alarm about deserts engulfing vast tracts of fertile soil. Every new study hammers home the extent to which our world is changing. Humanity is shaking it up. And people across the globe can hardly be in any doubt about the environmental crisis we set in motion. All this is deeply troubling, if not overwhelming.

Dire predictions abound as to our future on Earth. At the same time, nonetheless, we should not disparage our triumphs, our inventions and discoveries – how scientists find novel ways to improve plants, stave off disease, transport electricity and forge new materials. We can be an incredible force of and for nature. Humans have the power to heat the planet further or to cool it down, to eliminate species and to engineer new ones, to re-sculpt the terrestrial surface and to fashion its biology. No part of this planet is untouched by human hand – we have transcended natural cycles, altering physical, chemical and biological processes. We can craft new life in a test tube, resurrect extinct species or grow replacement body parts. We have invented robots to be our drudges, computers to expand our brains, and a new ecosystem of communication networks. We have redrawn our own evolutionary pathway with medical advanced that save those who would otherwise die in infancy. We are supernatural: we can fly without wings and dive without gills; we can survive killer diseases and be resurrected after death.

The realisation that we wield such planetary power requires a major shift in perception, one that topples the scientific, cultural and religious philosophies that define our place in the world, in time and in relation to all other known life. Mas was once framed at the centre of the Universe. Then came Copernicus in the 16th century, who put Earth in its place as just another planet revolving around the Sun. By the 19th century, Darwin had reduced man to just another species – a wee twig on the grand tree of life. The paradigm has swung round again, though: man is no longer just another species. We are the first to knowingly reshape the Earth’s biology and chemistry. We have become vital to the destiny of life on Earth. The Anthropocene throws up unprecedented challenges, as we have already begun to tilt global processes out of kilter. In some cases, miniscule further changes could spell disaster; in others, a fair degree of leeway remains before we face the consequences.

The self-awareness implicit in recognising our power requires us to question our new-found role. Are we just another part of nature, doing what nature does: reproducing to the limits of environmental capacity, subsequently to suffers a sudden demise? Or shall we prove the first species capable of curbing its natural urges, and modulating its impact on the environment, such that habitability on Earth can be maintained? Should we treat the rest of the biosphere as an exploitable resource to be plundered at will for our pleasures and needs, or does our new global power imbue is with a sense of responsibility over the rest of the natural world? The Anthropocene – and our very future – will be defined by how we reconcile these opposing, interwoven drives in the years to come.

Gaia Vince. Humans have caused untold damage to the planet. The Guardian. September 25th 2015. In: <www.theguardian.com>

Composition

History consists of a corpus of ascertained facts. The facts are available to the historian in documents, inscriptions and so on, like fish on the fish monge’s slab. The historian collects them, takes them home, and cooks and serves them in whatever style appeals to him. Acton, whose culinary tastes were austere, wanted them served plain. In his letter of instructions to contributors to the first Cambridge Modern History, he announced the requirement “that our Waterloo must be one that satisfies French and English, German and Ducth alike”.

E.H. Carr. What is history? 2nd Harmondsworth: Penguin, 1987, p. 9 (adapted)

When history is mobilised for specific political projects and sectarian conflicts; when political and community sentiments of the present begin to define how the past has to be represented; when history is fabricated to constitute a communal sensibility, and a politics of hatred and violence, we [historians] need to sit up and protest. If we do not, then the long night will never end. History will reappear again and again, not just as nightmare but as relieved experience, re-enacted in endless cycles of retribution and revenge, in gory spectacles of blood and death.

Neeladri Bhattacharya, quoted in Willaim Dalrymple. Trapped in the ruins. The Guardian. March 20th 2004.

Compare and discuss the views of history expressed in the two quotes above, illustrating your discussion with appropriate examples.

Cheers!

Word of the week é uma publicação semanal de dicas de itens de vocabulário que parecem ter chamado a atenção do examinador em compositions (no quesito Qualidade da Linguagem) de concursos passados. Sempre que possível, ela também traz dicas de usage e de synonyms relacionadas a esses itens. Acompanhe a lista completa no site Vocabulary.com!

shrewdly

Shrewdly é um adverb que pode ser traduzido como “sensatamente; de maneira perspicaz; astuciosamente; sagazmente, judiciosamente”. Veja alguns exemplos:

She shrewdly predicted the stock market crash.

Experience is less important than the ability to write shrewdly and entertainingly.

The Japanese shrewdly manipulated the rituals of Western diplomacy.

Bolivian leadership shrewdly played on Washington’s desire.

A legal system is most robust when it presents itself as a handmaiden of political actors but slowly and shrewdly establishes itself as a political force.

Em termos de collocations, alguns dos verbos mais usados com shrewdly são observe, calculate e choose:

As Herodotus shrewdly observed, Persian naval supremacy would have crushed Sparta’s allies.

The timing was shrewdly chosen.

Cheers!

Fontes:

Cambridge Advanced Learner’s Dictionary

Corpus of Contemporary American English

Dicionário Porto de Inglês-Português

Foreign Affairs

Oxford Collocations Dictionary

The Economist

Word of the week é uma publicação semanal de dicas de itens de vocabulário que parecem ter chamado a atenção do examinador em compositions (no quesito Qualidade da Linguagem) de concursos passados. Sempre que possível, ela também traz dicas de usage e de synonyms relacionadas a esses itens. Acompanhe a lista completa no site Vocabulary.com!

take a toll

Take a toll é uma set phrase que tem o sentido de “prejudicar; causar prejuízos”. Veja alguns exemplos:

The recession has taken a heavy toll.

The political stalemate is expected to take a toll on the economy.

The stress was beginning to take its toll on their marriage.

Years of smoking have taken their toll on his health.

Years of pumping iron have taken their toll on his body.

A grape shortage in Virgina could take a toll on the area’s wines.

Note que a set phrase pode ser take toll ou take its / their toll (its quando o referente é singular e their quando é plural). Também é importante ressaltar que aquilo que é prejudicado é introduzido pela preposição on (note isso nos exemplos acima). Por fim, em termos de collocation com adjetivos, os mais frequentes parecem ser take a heavy / serious / huge / tremendous toll.

set phrase está relacionada a um dos sentidos do substantivo toll: “the cost or damage resulting from something”. Note os exemplos abaixo:

The environmental toll of the policy has been high.

At the end of life, pain can exact a terrible toll. 

Cheers!

Fontes:

Cambridge Advanced Learners Dictionary

Corpus of Contemporary American English

Dicionário Porto

Longman Online Dictionary

Macmillan Dictionary

NBC29.COM

Oxford Collocation Dictionary

Oxford Dictionaries

The Times of India

Adicionei comentários sobre divergências com o gabarito preliminar (Q44.2) em 04/08, às 19h03.

Último post sobre o TPS 2015, com comentários sobre o texto Girls, not brides.

Questão 43. In reference to the ideas presented in the text, decide whether the statements below are right (C) or wrong (E).

1. The text reveals two elements of child marriage which work together to disempower women: gender and age difference.

CERTO. No texto, child marriage é algo que ocorre não com crianças de ambos os sexos, mas sim com girls, o que, portanto, é um indicativo de que child marriage tenha estrita relação com gender. Além disso, o texto afirma que “they [girls] are often married to older men – a situation that leaves them less able to ensure that they are treated well” (l. 36-38), o que mostra como age difference, nesse caso, disempowers women.

2. One can correctly deduce from the text that Memory’s sister became pregnant with the complicity of those involved in her cleansing ceremony.

CERTO. A impressão que se tem é que sim, já que trata-se de uma cerimônia sexual tradicional que tem como objetivo, supostamente, preparar meninas na puberdade para a idade adulta e o casamento.

3. Programs and campaigns to end child marriage should focus on girls who are already attending secondary school.

ERRADO. O texto informa que meninas que têm secondary education têm uma probabilidade muito menor de se casarem muito jovens do que meninas com menor nível de educação, o que indica que é preciso que as campanhas tenham como enfoque as meninas que ainda não chegaram à secondary school, pois assim a educação pode contribuir para a diminuição e o fim do casamento infantil.

4. The authors regard Memory Banda’s efforts as successful because she was able to get ger young sister divorced from her older husband.

ERRADO. O texto não afirma que a irmã de Memory é divorciada. Os esforços de Memory são considerados bem-sucedidos porque o governo de Malawi aprovou uma lei que define um novo limite mínimo de idade para o casamento: 18 anos.

Questão 44. In reference to the linguistic features of the text, decide whether the following statements are right (C) or wrong (E).

1. In the sentence “Since then (…) should follow” (l. 4 to 7), the reference to Memory’s sister is based on the fragment “this remarkable young woman” and the two occurrences of “her”.

ERRADO. This remarkable young woman e as duas ocorrências de her fazem referência a Memory Banda, e não à sua irmã.

2. By using the expression “blazing a trail” (l. 6), the authors inform the reader that Memory has opened a glowing and intense path as a result of her work.

ERRADO. Blaze a trail é uma set phrase que quer dizer “abrir caminho; ser pioneiro; ser percursor”. Glowing intense não parecem modificar o substantivo path de uma forma que a paráfrase seja fiel.

Adendo: Consta do gabarito preliminar que o item está CERTO.

3. The adjective “grassroots” (l. 17) indicates that Memory became involved with an elite group from rural areas of Malawi.

ERRADO. Grassroots faz referência às pessoas simples, ao poviléu.

4. The meaning and the grammar correction of the extract “Every year (…) often ignored” (l. 25 to 27) are maintained if this sentence is replaced by: Annually circa 15 million girls marry before turning 18, but their predicament is ignored by all more often than not.

ERRADO. O problema aqui é “ignored by all more often than not”. Primeiramente porque o texto não diz que a situação delas é ignorada por todos (note que, no texto, não há agente da passiva). Em segundo lugar, all too oftenmore often than not não têm exatamente o mesmo sentido.