Encontre agora no blog as provas de inglês (TPS e Terceira Fase) e os guias de estudos do CACD dos anos de 2007 a 2012.

Cheers!

 

 

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A questão 30.D do TPS 2011 afirmava que “The use of the form ‘to be awarded (lines 13-14) directs the focus of the sentence to those who award the prize.” Ela fazia referência ao seguinte trecho do primeiro texto da prova de inglês: “’I should like to dispose of my fortune to found a prize to be awarded every five years’ to the person who had contributed most effectively to the peace of Europe.” A questão testava o conhecimento dos candidatos sobre o uso da “Passive Voice”.

Em termos de estrutura, a voz passiva em inglês é sempre formada por uma forma do verbo “be” seguida pelo particípio passado do verbo principal.

The Treaty of Versailles was signed in 1919.

Como o particípio passado dos verbos é sempre o mesmo, o que indica o tempo verbal da frase é o verbo “be”. Na frase acima, por exemplo, identificamos o tempo verbal como passado por causa do “was”.

Compare a voz ativa e a voz passiva:

The EU member states signed the Lisbon Treaty in 2007. (active voice)

The Lisbon Treaty was signed in 2007 (by the EU member states). (passive voice)

Quando o sujeito da frase é também o agente, temos a voz ativa. Quando, entretanto, o sujeito da frase não é o agente, mas sim aquele que recebe ou sofre a ação, temos a voz passiva. A voz passiva, assim, é usada quando o foco da frase não é o agente, ou seja, quem faz a ação – muitas vezes, inclusive o agente é desconhecido. Portanto, em “a prize to be awarded” o foco não está em quem vai premiar (=award), mas no prêmio (=prize) em si, o que faz da alternativa incorreta.

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A questão 39.2 do TPS 2011 afirmava que “The words ‘crises’ (line 16) and ‘millennia’ (line 24), as well as ‘theses’ and ‘fulcra’, can only be found in their plural forms.” A questão testava o conhecimento dos candidatos sobre plurais, em inglês, de palavras vindas do latim e do grego.

Como a língua inglesa historicamente adotou e adaptou palavras de diferentes fontes, há grupos de substantivos na língua inglesa que seguem as regras de outras línguas – como do latim e do grego – quando eles são usados no plural. Segue um quadro sinótico:

Origem

Singular terminado em

Plural terminado em

Grego

-on: criterion, phenomenon, automaton

-a: criteria, phenomena, automata

Latim

-um: addendum, bacterium, ovum, podium, spectrum

-a: addenda, bactéria, ova, podia, spectra*

Latim

-us: alumnus, nucleus, stimulus

-i: alumni, nuclei, stimuli*

Latim

-a: alumna, formula

-ae: alumnae, formulae*

Grego

-a: schema, trauma

-ta: schemata, traumata*

Latim

-ex: índex, vertex

-es / -ices: indexes/indices, vertexes;vertices

Latim

-ix: appendix, matrix

-es / -ices: appendixes/appendices, matrixes/matrices

Grego

-nx: sphinx, phalanx

-es / -ges: sphinxes/sphinges, phalanxes/phalanges

Grego

-is: analysis, basis, crisis, thesis

-es: analyses, bases, crises, theses

*alguns plurais de substantivos já aceitam o “-s” como alternativa (Anglicized plurals). Por exemplo:

Singular

Plural

Alternativa

Aquarium

Aquaria

Aquariums

Curriculum

Curricula

Curriculums

Millennium

Millennia

Millenniums

Stadium

Stadia

Stadiums

Referendum

Referenda

Referendums

Focus

Foci

Focuses

Syllabus

Syllabi

Syllabuses

Thesaurus

Thesauri

Thesauruses

Uterus

Uteri

Uteruses

Antenna

Antennae

Antennas

Formula

Formulae

Formulas

Stigma

Stigmata

Stigmas

Como podemos ver, “crises” é o plural de “crisis”, “theses” é o plural de “thesis”, “fulcra” é o plural de “fulcrum” e “millennia” é o plural de “millennium”. Assim, a alternativa está incorreta.

Cheers!

A questão 31.C do CACD 2011 afirmava que “The verbal form ‘should’ (line 13) could be replaced by ‘would’ without effecting a significant change in the meaning of the text.”

A questão fazia referência a um trecho do primeiro texto da prova de inglês, o qual dizia “’I should like to dispose of my fortune to found a prize to be awarded every five years’ to the person who had contributed most effectively to the peace of Europe.”

O que está sendo testado nessa questão é o conhecimento do uso dos verbos modais “should” e “would”.

Os usos dos verbos modais são tantos que um post só não daria conta de discutir a questão. Por isso, uma das dicas mais importantes que pode ser dada a respeito dos modais é não pensar apenas em termos de tradução, já que a tradução por si só não explica o uso, como é o caso com a questão 31.C.

Se pensarmos nos usos do verbo modal “should”, acredito que podemos listar três usos principais.

1. Dar conselhos e fazer recomendações (giving advice and making recommendations)

Mauricio Costa Said people should focus on English and Portuguese for the Pre-Selection Test.

2. Falar sobre responsabilidades (talking about responsibility and duty)

I should start reviewing what I’ve learned.

3. Dizer que algo é provavelmente verdade – ou será em breve (saying something is probably true)

Last year she did pretty well in the exam, so she should ace it this year.

Quanto ao verbo modal “would”, além do uso mais comum como “passado do will” (o que o aproxima do Futuro do Pretérito, em português), há dois usos essenciais:

1. Falar sobre estar ou não disposto a fazer algo (willingness or unwillingness)

I asked her to help me with my English but she wouldn’t.

2. Hábitos no passado, como uma alternativa ao “used to” (mas apenas para verbos de ação, nunca para verbos de estado) (past habits)

When I was a child, I would play on the streets all day. (=used to)

Na questão 31.C, é ainda um outro uso de “would” e “should” que está sendo testado, já que ambos podem ser usados, acompanhados do verb “like”, para fazer pedidos (make requests):

I would like to see him now.

I should like to see him now.

A única diferença entre essas duas estruturas é que a segunda é mais formal e normalmente só utilizada com os pronomes “I” e “we” (veja a unidade 25 no Advanced Grammar in Use). De qualquer forma, essa diferença é apenas no que diz respeito ao “register”, ou seja, ao nível de formalidade, não afetando o sentido da frase, o que quer dizer que a alternativa está correta.

No CACD 2011, a questão 31.B afirmava que “In ‘The spark of friendship between them had been kept alive’ (lines 8-9), the use of the form ‘had been’ implies the connection between von Suttner and Nobel took place after the Peace Congress.”

A questão fazia referência ao seguinte trecho do primeiro texto da prova de inglês: “He [Nobel] turned up in person, though incognito, at a Peace Congress in Bern in 1892 and told Berthan Von Suttner that if she could ‘inform me, convince me, I will do something great for the cause’. The spark of friendship between them had been kept alive in correspondence and an occasional visit over the years and now he wrote her that a new era of violence seemed to be working itself up”.

O objetivo da questão era testar o conhecimento dos candidatos sobre o uso do tempo verbal Past Perfect (had been).

O Past Perfect, em termos de estrutura, é caracterizado pelo uso do auxiliar “had” seguido de um verbo no particípio passado (had done, had gone, had seen etc.). Já no que diz respeito ao seu uso, como eu mencionei em um post anterior, todos os tempos qualificados como “Perfect” têm a característica de fazer a ligação entre dois momentos em uma linha do tempo. No caso do Past Perfect, em particular, ele faz a ligação entre dois momentos não simultâneos no passado. Veja por exemplo as duas frases seguintes:

When I arrived at the meeting, everyone left.

When I arrived at the meeting, everyone had left.

Na primeira situação, entende-se que as duas ações (arrived e left) são ações simultâneas, pois ambas estão no Past Simple. Isso quer dizer que no momento em que a pessoa chegou na reunião, todos saíram. Já no segundo caso, em contraste, fica claro que as duas situações não são simultâneas. Quando a pessoa chegou (arrived – Past Simple), todos já haviam saído (had left – Past Perfect). Assim, o Past Perfect tem a função de falar de um passado anterior ao Past Simple, ou seja, um “passado do passado”.

Para entender, portanto, o Past Perfect, é sempre preciso buscar o outro referencial – como um verbo no Past Simple, ou no Past Continuous. O importante, entretanto, é sempre lembrar que a oração com o Past Perfect é anterior ao referencial.

Analisando, então, a questão 31.B, temos o verbo “turned up” (=apareceu) , o verbo “told” (=disse) e depois, na frase seguinte, o verbo “had been” (=havia mantido). Isso significa que quando Nobel apareceu no congresso e disse aquelas coisas para Bertha, eles já tinham um relacionamento amigável, o qual haviam mantido por meio de correspondência e ocasionais visitas. Assim, o “had been” não poderia querer dizer que o relacionamento foi estabelecido após o congresso, mas sim o contrário. Nesse caso, a alternativa está incorreta.

No CACD 2011, uma das questões do TPS (questão 31.A) perguntava, a respeito dos verbos no primeiro texto da prova de inglês, se “The forms ‘brooded’ (line 18), ‘embodied’ (line 18) and ‘died’ (line 19) can be replaced, respectively, by has brooded, has embodied and has died without effecting a significant change in the original meaning of the text.”

A assertiva fazia referência ao seguinte trecho do texto: “Nobel brooded over the plan, embodied it in a will drawn in 1895 which allowed man a little longer deadline, and died the following year.”

Essa pergunta, na realidade, testa os conhecimentos dos candidatos sobre os usos dos tempos verbais Past Simple (brooded, embodied, died) e Present Perfect (has brooded, has embodied, has died).

O Past Simple, em linhas breves, é geralmente usado para falar de ações no passado, ao passo que o Present Perfect pode falar de ações passadas, porém de alguma forma relevantes para – e conectadas com – o presente. Aliás, é sempre importante ter em mente que os tempos qualificados como “Perfect” em inglês sempre fazem a conexão entre dois momentos em uma linha do tempo. Por exemplo, o Past Perfect conecta dois tempos não simultâneos no passado, e o Future Perfect conecta o tempo presente ao futuro.

Devido a essa conexão com o tempo presente, o Present Perfect NÃO é usando quando:

– fala-se de um tempo passado especificado:

World War II has ended in 1945.  World War II ended in 1945.

Mr Xi has visisted Obama in February.  Mr Xi visisted Obama in February.

– fala-se de algo que conhecidamente aconteceu em um passado longínquo ou de alguém que conhecidamente já não vive mais:

The Chinese have invented printing. The Chinese invented printing.

Winston Churchill has had five children. Winston Churchill had five children.

Assim, como a passagem do texto fala sobre Alfred Nobel, o qual hoje já não é vivo – o texto nos traz a informação de que ele faleceu em 1896 – e o sujeito dos verbos destacados é o próprio Nobel, as ações não têm qualquer conexão com o tempo presente, e por isso o tempo  verbal apropriado é o Simple Past e a assertiva estava errada.

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No CACD 2011, uma das questões do TPS (questão 30.3) dizia “the word ‘for’ (line 16) can be replced by since with no change in the original meaning of the sentence”.

A assertiva fazia referência a um trecho do primeiro texto da prova de inglês, o qual dizia “He thought that it should terminate after six weeks, ‘for if in thirty years society cannot be reformed we shall inevitably lapse into barbarism’.”

Se as palavras “for” e “since” tivessem sido usadas expressando uma ideia de tempo, essa assertiva deveria ser marcada como incorreta. Compare, por exemplo, estas duas frases:

“I have been studying for the exam since last May.”

“I have been studying for the exam for almost a year.”

Na primeira frase, o “since” introduz uma expressão de tempo que indica quando teve início a ação; já na segunda frase, o “for” introduz uma expressão de tempo que indica a duração da ação. O “since” não poderia substituir o “for” nesse caso, pois, apesar de ambos introduzirem expressões relacionadas a tempo, as duas expressões têm funções diferentes.

Entretanto, introduzir expressões de tempo não é o único uso de “for” e “since”. Eles também podem ser usados para introduzir causa, caso no qual as duas expressões têm a mesma função. Compare, a título de exemplo, estas três frases:

“I couldn’t travel on the holiday because I was studying.”

“I couldn’t travel on the holiday since I was studying.”

“I couldn’t travel on the holiday for I was studying.”

As expressões “because”, “since” e “for”, nesse caso, têm a mesma função, qual seja introduz causa. Se pensássemos em termos de tradução, o “since” seria como o “já que”, e o “for” seria como o nosso “pois”.

Se o trecho, então, fosse “He thought that it should terminate after six weeks, ‘since if in thirty years society cannot be reformed we shall inevitably lapse into barbarism’.”, não haveria, de fato, como afirmava a assertiva, qualquer mudança no significado original da frase. Assim, a alternativa está correta.

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