Entrevista com Luiz Carlos Keppe Nogueira, aprovado no CACD 2018

Aprovado em 4o lugar no CACD 2018, Luiz Carlos Keppe Nogueira nos conta sobre sua preparação para as provas de inglês do CACD!

Você já tinha conhecimentos avançados da língua inglesa quando começou a estudar para o concurso?

Meus conhecimentos eram intermediários. Havia tido a oportunidade de estudar em boas escolas de idiomas por alguns anos e de fazer algumas viagens internacionais breves nas quais aprimorei o uso da língua inglesa. Ao fazer os primeiros simulados, contudo, percebi que havia uma grande distância entre o nível que eu tinha e o que é necessário para a aprovação. Isso me estimulou a dar especial importância aos estudos de língua inglesa nos primeiros anos de preparação.

Qual foi a melhor maneira que você encontrou para estudar vocabulário novo e fixa-lo?

Para mim, o que funcionou melhor foi fazer flashcards em sites como o quizlet. Na frente do cartão, eu colocava a palavra em inglês; atrás, seu significado e uma frase exemplificativa em inglês com um espaço em branco no lugar dessa palavra. Eu, então, estudava repetidamente esses cartões, seja começando com a parte da frente e tentando adivinhar o significado, seja fazendo o inverso. Além disso, li e reli algumas vezes os verbetes que considerei mais importantes do livro “Vocabulando”, de Isa Mara Lando.

Como você estudava collocations, em particular?

Também fiz flashcards para collocations. Procurei separar aquelas mais relacionadas aos temas e ao estilo de escrita do CACD.

Que tipo de exercícios complementares aos simulados (vocabulário, gramática, tradução etc.) você acha imprescindível fazer?

Penso que a melhor estratégia é fazer uma lista de erros cometidos nos simulados, separando-os por temas, e então buscar os exercícios correspondentes. De modo mais geral, eu recomendaria exercícios sobre preposições e conectores.

Como você se preparou para a primeira fase do exame? Apenas através da resolução de questões de interpretação de texto no formato das questões do CESPE?

Procurei ler trechos de obras de diversas áreas do conhecimento (filosofia, literatura etc.), de modo a manter a fluência da leitura e da compreensão de textos mais densos e estruturalmente mais complexos. Acredito que meu foco na fixação de vocabulário também favoreceu meu desempenho nessa fase.

Você tinha alguma estratégia no que diz respeito a deixar respostas em branco?

Eu não deixava nenhuma questão em branco na prova toda, o que é uma estratégia incomum. Depende muito da confiança que se tem em ‘chutar’ as respostas. Com base nas conversas que tive com outros candidatos aprovados, não recomendaria deixar muito mais que 20 itens em branco na prova.

Em que ordem você acha aconselhável fazer as tarefas da prova de inglês de segunda fase?

A ordem que escolhi era resumo, redação, tradução e versão. Meu melhor desempenho relativo era no resumo e meu pior na versão, o que influenciou essa escolha.

Quanto tempo você acha aconselhável reservar para cada tarefa da prova de inglês de segunda fase?

1h15 pro resumo, 2h30 pra redação e as 1h15 restantes para a tradução e versão.

Como era seu processo para cada tarefa da prova de inglês de segunda fase?

No caso do resumo, eu grifava as principais ideias do texto e procurava estruturá-la em 3 parágrafos antes de começar a redigir o texto. Na redação, meu foco era seguir uma estrutura bem organizada, com introdução, 2 ou 3 parágrafos (cada um com um argumento sólido e um exemplo coerente) e conclusão. A primeira coisa que eu fazia era um ‘esquema’ dessa estrutura, com os argumentos e os exemplos que eu desenvolveria no texto.  Quanto à escrita, eu procurava redigir frases diretas e objetivas, evitando o rebuscamento desnecessário, mas sem deixar de reconhecer a importância de palavras e expressões capazes de tornar o texto mais rico. No que diz respeito à tradução e à versão, o esforço era o de buscar sempre um texto idiomático, o que demanda focar mais na estrutura das orações e na relação entre os vocábulos e menos nas palavras “soltas”.

Alguma dica de ouro para os candidatos?

Além de estudar com comprometimento, cuide do corpo e da saúde mental, preze pela rede de apoio formada pelos familiares e amigos e evite vincular seu valor pessoal e sua autoestima à aprovação nessa ou em qualquer prova. Boa sorte!

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